domingo, 26 de dezembro de 2010

Sobre o se relacionar com as coisas.

Antes de começar a dissertar sobre o assunto, deixo bem claro que essa será uma leitura totalmente abstrata e com N possibilidades de interpretações... Se isso esta certo ou não,não cabe aqui julgar.É apenas uma opinião minha sobre tudo que aprendi,pessoalmente e academicamente.
Vejamos a seguinte questão: como nos relacionamos primeira e primariamente com as coisas?Através dos sentidos que o nosso corpo permite nos usar. E quando não podemos nos relacionar com essa coisa,pois ela não esta mais materialmente encarnada,ou melhor ‘’coisificada’’?É nessa instancia que se vive o melhor relacionar.
Quando não conhecemos algo, a forma primaria de nos relacionarmos com esse ‘’algo’’ é através do tato, cheiro, ou como diz os behavioristas (me perdoem se estiver errado) apelamos para as classes de estímulos que foram generalizadas pela nossa historia de aprendizado. Ironias a parte[..] esses sentidos são as portas de entrada para um conhecimento inicial,e realmente se faz necessário para um primeiro momento.Mas não podemos parar nisso.
Mesmo que exemplos não explicam nada, e que podem apenas complicar, me a risco aqui a mostrá-lo. Vamos ao dito cujo relacionamento entre duas pessoas:

-Inicialmente como se da um relacionamento (tiremos aqueles que as pessoas se conhecem, ou já tiveram uma historia)?Através da atração física, da sensorialidade, ou seja, beleza... ou é o tipo q bateu,o estilo e por ai vai.Vemos então que estamos apenas na instancia sensorial (empírica,portanto),ou apenas a nível DOS OLHOS.
Continuemos um pouco, quando surge a paixão; nesta etapa o casal já esta ‘’ficando’’ e sentindo aquela descarga emocional (dos hormônios, por tanto da animalidade) ‘a flor da pele’’ nesta instancia vemos agora que não estamos na sensoriedade externa, e sim interna, das emoções que não tem nenhum controle intelectivo sobre as conseqüências. Continuemos ainda na sensoriedade,portanto.
Como dizem os psicanalistas (me perdoem se estiver errado), a paixão nada mais é que o reflexo narcísico do ser desejante, ou melhor, do ser q se sente incompleto e na permanência do objeto ao seu lado se sente completo.

Já em um segundo momento, saindo da sensoriedade qual seria a próxima instancia?O se relacionar na ausência da coisa, ou seja, nesta instancia a coisa não esta mais encarnada na materialidade. E onde ela esta?No pensamento, na abstração.
Antes de prosseguir, ficou muito vago acima: NO PENSAMENTO, BLAH!Como nos relacionamos através de pensamento?Antes de tudo, para chegarmos ao nível de seres pensantes, devemos ter uma grande historia de apropriação dos conhecimentos existentes, bem como sua objetivação na realidade. Que realidade?A que o capitalismo impõe...
Sem ironias novamente... Para chegarmos ao nível de seres pensantes,devemos trabalhar muito nossas outras faculdades psicológicas (sensação,percepção,atenção,memória,linguagem e pensamento,sentimentos...)
Quando conseguimos nos relacionar com algo, sem estar na presença deste algo, chegamos a um nível superior de relacionamento, onde que eternizamos tal coisa e ela assim existira sempre ‘’dentro de nós’’. Vamos a um exemplo,simples e objetivo.
-Suponhamos que um amigo nosso, que amamos muito morre. Mesmo na falta na ausência dele continuamos a amar e ter boas recordações.Talvez essa seja a forma mais sublime e eternizar os melhores momentos da nossa vida,através do pensamento e memória é claro.
Voltemos ao exemplo o casal apaixonado:
-Quando o casal sai dessa esfera de paixão e sensoriedade, o que acontece normalmente nos relacionamento?Rompimento. Os poucos que ficam se  arrimam sobre qual pilar?Se ambos os indivíduos se conhecem, sabem suas qualidades e principalmente seus defeitos, passamos ao um relacionamento sobre a IDEIA de que, mesmo com todos os percalços, o outro ainda tem muito a me oferecer e cultivar. Esse movimento,do empírico para o teórico é muito difícil e demanda muito trabalho e desenvolvimento de nós mesmo.
Portanto pessoal, a MINHA OPINIÃO é que o melhor relacionamento é aquele que une tanto a sensoriedade, afinal somos seres terrenos com um corpo material (menções ao espiritismo agora? anyway) e o se relacionar abstratamente com a coisa. Porem,não é fácil desenvolver ambos os lados,tanto o sensório-empirico como abstrato-teorico,demanda muito aprimoramento da nossa personalidade e o conhecimento da realidade que se faz de cenário para o ocorrer de tudo.

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